salgante
(líricas de um evangelho insano)
Pode ser qualquer texto,
talvez este, o mais exposto,
o menos guardado, este amarrotado,
sem sentinela na torre, bolinha de papel
quase afundado na lixeira de costume,
nada de códigos,
tudo se remumifica
sob o verbo selado,
um cheiro ocre de cebolas
e continentes,
um bálsamo de cedro, uma
coifa guardando a fumaça,
tudo a céu aberto, no rendilhado.
Tudo pode ser um [...]