Noviembre 19, 2010 | Por alfredo-fonticelli | Claves: 19 de julio, brigada, brigada del café, brigadas del cafe, brigadistas brasil, fsln, juventud sandinista, nicaragua, sandino, solidaridad | # Enlace permanente
Compas realizamos el encuentro de Brigadistas del café en Taguatinga, Brasil, tal cual lo planeado. En el encuentro hubo muchos recuerdos de aquellos años y muchas ganas de retomar, en conjunto, la Solidaridad organizada y constante con Nicaragua.
Nos pueden dar pautas de que se necesita, de quienes están trabajando en estos temas.
Queremos organizar un encuentro de Brigadistas en el 2011 allí, con ud, y convocar a varias brigadas Latinoamericanas y Europeas para hacer de esto un gran evento que reúna nuevamente las miradas sobre la tierra de Sandino
Un abrazo.
Alfredo fonticelli
Agosto 8, 2010 | Por alfredo-fonticelli | Claves: brigada, brigada del café, brigadistas brasil, managua, nicaragua, sandino, solidaridad | # Enlace permanente




Amigos brigadistas, é com prazer que envio as primeiras fotos escaneadas dos slides brindados pelo companheiro Marcão. É um processo lento, segundo me disse a moça que trampou, pois continham muitos fungos e outros bolores…
Conforme minhas lembranças
Logo envio outras
Abraços a todos
PS: Vamos fazer um esforço para nomear todo mundo – aí fica mais fácil encontrar a galera.
Mayo 6, 2010 | Por alfredo-fonticelli | Claves: brasil, brigada, brigadistas brasil, café, fsln, managua, nicaragua, partido de los trabajores, politica | # Enlace permanente

A 2ª Brigada Brasileira para Colheita do Café na Nicarágua ficou cerca de 2 meses na Unidade de Produção do Estado (UPE) La Pintada, Matagalpa, em 1987. Dela participaram militantes de várias tendências e partidos políticos como: o coletivo Zumbi dos Palmares do PT (do qual eu fazia parte); um grupo de estudantes ligados ao MR-8, representantes da Associação Cultural José Martí, da Pastoral da Terra, o prefeito (PDT) de uma pequena cidade do interior do RS, sindicalistas…
Lembro da grande emoção dos brigadistas brasileiros quando entramos no espaço aéreo da Nicarágua a bordo de um avião da “Aeronica”, vindos do aeroporto do Panamá onde passamos algumas horas de tensão. O piloto em dado momento fala: “Neste momento entramos no território de Nicarágua Libre! Bem-vindos, companheiros revolucionários!”
Pensei que meu coração ia explodir, olhei para os companheiros ao lado e muitos estavam quase chorando. Aplausos, cantoria!
Já em Manágua tivemos a recepção fraterna e calorosa da Juventude Sandinista, que nos hospedou no Albergue Arlen Siu.
Chegamos em La Pintada em janeiro de 87, lá estavam também uma brigada da França, quatro voluntários ticos (Costa Rica) e membros da Juventude Sandinista.
Nos dois meses que estivemos lá, acordávamos às 4 da manhã e colhíamos café até às 5 da tarde, com intervalo para o almoço (gallo pinto e tortilla). Tomávamos banho nos tanques de lavar roupa dos camponeses de La Pintada e em pequenas cascatas (água fria de doer). À noite, sempre tínhamos alguma atividade, palestras, programadas pela Juventude Sandinista. Depois de muitos dias, o cansaço era tanto que algumas “charlas” foram interrompidas porque a maioria estava bocejando, uns roncando alto mesmo. Fazíamos assembléias da Brigada brasileira periodicamente, e cada coletivo tinhas suas próprias reuniões. Nós do PT fazíamos as reuniões para analisar o andamento do trabalho, orientar o comportamento dos militantes, e apesar dos probleminhas que iam aparecendo no dia a dia procurava-se manter o moral alto e a disciplina (difícil para muitos), para que ninguém esquecesse que tínhamos a responsabilidade de representar o Partido numa missão internacional de solidariedade.
Foram dois meses intensos que, tenho certeza, ficaram gravados para sempre na memória dos internacionalistas que vieram de todas as partes do mundo para ajudar a reconstruir a Nicarágua cercada pelo inimigo imperialista que impunha um terrível bloqueio econômico e financiava a contrarrevolução.
Na volta ao Brasil continuei a militância no Partido dos Trabalhadores e nos comitês de solidariedade. A vida foi seguindo e sem que me desse conta fui colocando essa história no baú.
Em 2007, ao acessar o site de um sindicato do RS, li a notícia da morte de Paulo Ricardo Petry, aos 48 anos. “De onde conheço esta pessoa?” E de repente me veio a lembrança: Foi um companheiro da Brigada! Aquele gaúcho que quase todo dia ganhava na pesagem da colheita. Muitos companheiros se arrebentavam, davam o melhor de si. E na hora da pesagem? Petry tinha colhido mais! Era sempre uma hora muito divertida, com a disputa fraterna e todas as piadas possíveis entre os companheiros. Fiquei triste ao saber da morte de Petry. É como uma parte de nossa história que se vai…
Não sei, hoje, onde está e o que faz a maioria dos companheiros da 2ª Brigada. Para falar a verdade, não lembro nem de todos os nomes. E quando recordo nomes não sei o sobrenome e a busca fica mais difícil. Sueli, Zenaide, Erotides, Soraia, Julieta, Leonardo, Beto, João, Yolanda, Marcos…
Com a ajuda de Alfredo e da Cleo Dornelles, consegui contato até agora com o jornalista Beto Almeida e com o professor Aurélio Braga Cunha, que se prontificaram a colaborar comigo nesta batalha para descobrir os demais brigadistas, reunir fotos e relembrar a história da 2ª Brigada.
Enquanto isso vou contando “historinhas” de La Pintada.
Viviane Goulart (Florianópolis)
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